"Da Morte. Odes mínimas"
Morte, / minha irmã mais velha. / Ensina-me a dançar / neste silêncio. / A tecer o tempo / com fios de ausência. / A beber o vazio / como se fosse vinho. / Morte, / minha amante fiel. / Não me deixes só / com a vida. / Vem, / despe-me de horas, / de nomes, / de memórias. / Deixa-me nu / diante do nada. / E então, / talvez, / eu possa finalmente / descansar / na tua cama de terra.