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Hilda Hilst

Locura muerte erotismo misticismo soledad lenguaje experimental

Biografía

Hilda Hilst fue una de las voces más originales y transgresoras de la literatura brasileña del siglo XX. Nacida en Jaú, São Paulo, en una familia acomodada, estudió Derecho en la Universidad de São Paulo pero abandonó la carrera para dedicarse por completo a la literatura. En 1966, se retiró a la Casa do Sol, su propiedad en Campinas, donde vivió en relativo aislamiento mientras producía una obra vasta y multifacética que incluye poesía, teatro, narrativa y ensayos. Su escritura se caracteriza por una exploración profunda de temas tabú como la locura, la muerte y el erotismo, siempre con un lenguaje innovador que desafía las convenciones literarias. Aunque fue marginada por la crítica durante gran parte de su vida, hoy es reconocida como una figura fundamental en la literatura latinoamericana, admirada por su audacia estilística y su compromiso con la libertad creativa.

Poemas de Hilda

"Da Morte. Odes mínimas"

Morte, / minha irmã mais velha. / Ensina-me a dançar / neste silêncio. / A tecer o tempo / com fios de ausência. / A beber o vazio / como se fosse vinho. / Morte, / minha amante fiel. / Não me deixes só / com a vida. / Vem, / despe-me de horas, / de nomes, / de memórias. / Deixa-me nu / diante do nada. / E então, / talvez, / eu possa finalmente / descansar / na tua cama de terra.

"Do Amor"

Amar é isto: / abrir a porta / para o vento. / Deixar que entre / o frio, a noite, / o desconhecido. / É oferecer a garganta / à faca do outro. / É dizer: / 'Aqui estou. / Vulnerável. / Inteiro. / Mata-me, se quiseres. / Ou fica, / e seremos dois / na mesma ferida, / no mesmo sangue, / na mesma palavra / que nunca se diz / mas sempre se vive.' / Amar é isto: / um risco. / Um salto. / Um abismo / com asas.

"Do Desejo"

Ah, o desejo. / Como um rio dentro de mim. / Transborda. / Inunda. / Leva-me a lugares / onde não há palavras. / Apenas este silêncio / que grita. / Este vazio / que se enche de tudo. / E eu, navegante cega, / sigo a corrente. / Até onde? / Não sei. / Só sei que o rio / não tem fim. / E eu, sem remos, / sem margens, / sou apenas este fluxo, / esta sede, / este constante morrer / e renascer / na água do desejo.

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